Paulo César de Faccio Carvalho1, Marcos Weber do Canto2 e Anibal de Moraes3
1. Introdução
O título deste trabalho é propositadamente instigante. Em princípio, ele não é necessariamente correto e poderia ser abordado segundo diferentes enfoques. O clássico seria centrar o foco sobre o processo de senescência como parâmetro definidor de perda de forragem, para daí, então, abordar fontes e estratégias de se minimizar este processo. Porém, não é intuito deste trabalho apresentar o tema desta forma. A questão central está no que se deve considerar como perda de forragem, se é que ela existe, o que nos leva a propor um texto mais abstrato e conceitual. Pretende-se discutir filosoficamente esse conceito, pois acreditamos que o confundimento nas noções de uso da forragem em pastejo seja o responsável fundamental pelo mau manejo das pastagens em nosso país, ocasionando extensa degradação pelo uso de lotações incompatíveis embasadas numa filosofia de uso de pastagens que focaliza a eficiência de colheita de forragem, e não sua transformação em produto animal. Para justificar essa percepção, e para situarmos o tema sob condições de pastejo, sempre que possível abordaremos as respostas dos fatores em relação a um contínuo de intensidades de pastejo
CARVALHO, P.C.F.; CANTO, M.W.; MORAES, A. Fontes de perdas de forragem sob pastejo: forragems e perde? In: PEREIRA, O.G.; OBEID, J.A.; FONSECA, D.M. et al. (Eds.). II SIMPÓSIO SOBRE MANEJO ESTRATÉGICO DA PASTAGEM, 2, 2004, Viçosa. Anais…Viçosa, Suprema Gráfica e Editora Ltda. 2004. p.387-418.
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